O Segredo do Segredo

Já faz tempo que algumas idéias me incomodam profundamente, isto não é segredo para os que já me conhecem. Há tempos atrás assisti há um filme interessante. Chama-se “O Segredo”. Uma amiga comentou, mas não falou exatamente sobre o que o filme se tratava e mediante a uma séria indecisão ao passar na locadora acabei levando. Sim, a curiosidade matou o gato.

Bom, a primeira questão é que o filme não conta história alguma. Não há algo emocionante que é revelado no final. O filme é uma sucessão de falas de narradores que prosperaram graças ao “segredo”. Todos os que assistiram ao filme ou viram o livro sabem do que eu estou falando. Sim, trata-se de auto ajuda. Mas há de se dar um bom crédito a sucessão de fatos e idéias apresentadas:

  • Sim, existe o fator placebo. Pessoas que acreditam que estão sendo curadas apresentam melhora natural, mesmo que não estejam de fato recebendo tratamento algum. O efeito placebo é considerado em toda pesquisa científica na área da medicina;
  • Sim, energias positivas atraem energias positivas e vice-versa. Se você está deprimido, as pessoas se afastam naturalmente de você pois não gostam de ficar em companhia de pessoas deprimidas. Se você está sempre feliz, você atrairá as pessoas pois elas acharão a sua companhia agradável.
  • Planejar o futuro, criar metas e traçar planos são estratégias inteligentes para se atingir objetivos. Não se trata apenas esperar as coisas acontecerem. As pessoas que tomam atitudes certamente se aproximam mais da realização do que aqueles que ficam apenas esperando que as coisas aconteçam.

Não preciso entrar no mérito da religião, energias cósmicas, poderes ocultos do cérebro humano ou outras questões polêmicas para dizer que uma pessoa com depressão pode extrair lições valiosas do filme. Mas… sim, é claro que há um mas… e vejamos bem, não é apenas um, são vários.

A primeira questão que eu gostaria de levantar é a questão da fé. Nunca me esqueço de um discurso proferido por um dado representante de uma dada religião (realmente não vem ao caso qual). ao se pronunciar num ato junto aos seus seguidores relacionou a miséria humana com a falta de fé. É simples, as pessoas pobres são aquelas que não tem fé em XYZ ícone da religião em questão. Então eu vejo aqueles milhares de pessoas que se massacram em sua fé, com esperanças de que tudo irá melhorar, ou então de que este é o caminho da salvação, ou ainda de que está sofrendo uma provação ou castigo divino. Não é fácil dizer quem é pobre e quem tem fé exatamente. Então esta associação é fraca, passível de contraargumentação. Mas é uma pista.

É claro que você pode dizer que se a pessoa tem uma “fé equivocada”, se acredita na religião errada, está condenado a miséria humana. Mas se você é destas pessoas que acreditam que somente uma religião está correta e todas as outras estão erradas, por favor, pare de ler aqui. Você não vai concordar comigo adiante e eu nunca vou concordar com você então não perca o seu tempo, e não desperdice o meu.

Mas deixando de vez a questão da fé, há alguém que começou a trabalhar os males que afetam o indivíduo de forma diferente e trouxe profundo impacto e debate nos meios acadêmicos. Esta pessoa conduziu uma investigação científica sobre o suicídio. Ela descobriu que apesar de haverem fatores psicológicos que levam cada um a se suicidar, existem tendências de as pessoas fazê-lo em maior ou menor frequência dependendo do local e época onde vive. A questão é que o suicídio é também uma questão social e não apenas individual. Há fatores sociais, coletivos, não individuais, que influenciam o comportamento das pessoas. É por isso que psicólogos e sociólogos para sempre duelarão no campo das ciências e eventualmente nos bares e congressos por aí. Mas há um fato inegável. A sociedade oferece uma coerção que influencia na sua forma de agir. Esta coerção pode ser um olhar de desaprovação, uma carta de demissão ou mesmo a repreensão policial. Ela existe.

O que isso tem haver com “O Segredo”? Bom, em primeiro lugar, foram estes estudos que levaram a conclusão de que existem vários fatores que levam as pessoas a pobreza. Você pode até interpretar a ira divina na forma de desastres naturais como a evidência da religião na questão… mas existem outros fatores muito importantes também. E surgem outras explicações mirabolantes. Uma que está na moda hoje em dia é o da falta de escolarização, por exemplo. Hum… faça um exercício, pegue o número de vagas disponíveis que exigem alta escolarização na Grande São Paulo. Agora imagine que por intervenção divina (não vai achar que algum país bom samaritano vai fazer isso, vai?) venha e pegue todos os pobres da cidade e mande-os por 10 anos para as melhores universidades e escolas do planeta. Alimente-os adequadamente, dê formação integral, tudo do bom e do melhor. Traga-os de volta para a Grande São Paulo… tente arrumar emprego para eles… adivinha o que vai acontecer? Vão ficar desempregados e vai haver uma queda nos salários das pessoas que estão bem empregadas devido ao aumento na oferta de mão-de-obra especializada.

Veja, não é falta de estudo ou fé que faz um país inteiro miserável. As pessoas daquele lugar não são más por natureza. Os pigmeus da Africa, quando bem alimentados cresciam normalmente. Eu imagino o povo de “O Segredo” indo para países miseráveis ensinando suas lições valiosas e o tudo mudando em poucos anos… será? Bom, os miseráveis não costumam comprar livros nem ingressos de cinema.

Note que no tom de harmonia celestial do filme, não há mais luta… basta desejar. Você é compelido no filme a não reclamar das coisas. Reclamar vai lhe atrair energias negativas. Não existem mais escolhas, apenas desejos, não exitem direita e esquerda, proletários e capitalistas. Tudo isso some no filme. Basta desejar. O Sr. Charles Wright Mills já se preocupava muito com isso no final da II Guerra Mundial, afinal, a paz e o conformismo chegaram para ficar. Sua preocupação era com as estruturas de poder no mundo. Estruturas que mudam o tempo todo com o passar dos séculos. Mas por incrível que pareça, nós nos conformamos com ela como se ela sempre existisse, e fosse eterna e imutável e não uma construção social, construída por seres humanos de carne e osso como nós. Quando olhamos ao longo dos séculos vemos inúmeras lutas, avanços e reveses no nosso processo civilizatório. Seja qual for o futuro da nossa moderna “civilização”, a questão é que o poder e a dominação, econômica, militar e cultural existe, e a forma de entender o mundo pode e deve ser visto conforme a sua posição nestas cadeias de poder. Entender esta situação, traz a tona um emaranhado de conseqüências capazes de desvendar inúmeros discursos e opiniões sobre a nossa sociedade. Resumindo, existem 4 posições:

  • Os reacionários que já estiveram no poder e cobiçam resgata-lo. São aqueles que glorificam os bons tempos passados. O exemplo clássico são os nobres em suas monarquias que foram substituídos por repúblicas. Os reacionários não são velhos e insignificantes. Eles muitas vezes retomam o poder pois acumularam muita força durante seu período de glória. Também não é verdade que eles são obrigatoriamente melhores ou piores que os conservadores. São os que estavam no poder antes e foram depostos por algum motivo histórico.
  • Os conservadores são os que estão no poder hoje. Para eles a história acabou. Não existe futuro nem passado e nada deve sair do lugar. A sociedade é como um corpo que deve funcionar de forma saudável e regular. Toda e qualquer disfunção que tente modificar o estado de coisas deve ser tratado como uma infecção a ser combatida e eliminada. Assim os que estão no cérebro e comandam os demais. Comandam os glóbulos brancos, a distribuição dos alimentos e dizem qual é a forma correta de agir para todos os demais;
  • Os reformistas, são aqueles que acham que a sociedade não é justa, mas é possível melhorar ela gradualmente até que ela chegue num estado ótimo. Basta que se realizem os ajustes corretos e tudo entrará nos eixos e todos seremos mais felizes. Os reformistas se auto denominam como pessoas de bom censo, pois são um ponto de equilíbrio na sociedade entre os conservadores e os revolucionários. Na verdade se equilibra entre a possibilidade ascenção e o risco de desabar para a pobreza;
  • Os revolucionários são aqueles dispostos a dinamitar a sociedade e reconstruí-la pedra por pedra novamente, custe o que custar. Eles sabem que a sociedade é injusta e não acreditam ser possível reformar a sociedade sem mudanças radicais. Os revolucionários são o contra-peso da sociedade que fazem denúncias constantes sobre atual da injustiça social.

Veja que a sociedade oscila entre estas posições, e vão de um lado para outro conforme suas posições no tabuleiro mudam. Este é o real segredo dos discursos na humanidade. A luta pelo poder jamais sumiu do mapa e ela rege a nossa vida de forma avassaladora. Wright Mills se preocupava sobre como as pessoas deixaram de se preocupar com isso e passaram a resolver seus problemas no divã ou na religião. A riqueza e a pobreza não podem ser vistas apenas no plano individual. São fenômenos coletivos e construídos historicamente. Não importa o quanto você pague ao seu analista ou quanto você se penitencie, estas forças continuarão atuando sobre você. Vender livro de auto-ajuda é fácil, mas acabar com a miséria humana não. Há pessoas lutando para manter o seu poder sobre as demais e há multidões tentando não serem esmagadas. Enquanto você fica apenas desejando a abundância e a prosperidade… alguém está pensando em como as engrenagens da sociedade funcionam.

Alguém aí já pensou se realmente é possível prover com abundância tudo aquilo que desejamos para todos? Imagine por exemplo quais são os bens mínimos que uma família moderna precisa para sobreviver? Uma casa com um fogão e uma geladeira? Não haveria reservas de metal suficiente para produzir os milhões de geladeiras e fogões para todas as famílias do planeta. Não haveria eletricidade e gaz para alimenta-los. Veja o desastre ambiental provocado pelo aumento de consumo na China. Os recursos naturais são escaços, não há o suficiente para todos. A única saída está realmente no coletivo e não no indivíduo. É o transporte público, o restaurante comunitário, o não consumismo e o fim dos bens descartáveis.

Será que é isso que você deseja? O fim de todo o conforto sonhado? Bom, se você pensa no conforto possível para todos, talvez estas sejam as únicas alternativas viáveis. Mas será que as pessoas que já desfrutam de muitas das comodidades modernas como o carro, o microondas, os produtos eletrônicos, a comida pelo telefone e outras tantas coisas que gostaríamos de ter e não estão tão longe dos nossos dedos estão dispostas a abrir mão delas? É claro que não. Mas a questão ambiental pode ser facilmente contornável se apenas alguns tiverem acesso a estes bens…

Onde você está? Como você pensa? Você acredita em auto-ajuda? Até onde? É possível uma sociedade melhor? Para todos ou só para alguns? Como esta sociedade seria? Será mesmo vivendo num dos países com maior desigualdade social do mundo nós conseguimos ficar indiferente a tudo isso? Basta colocar mais policiais nas ruas para que pessoas como o Luciano Huck não tenham seu relógio rolex roubado? O mundo vai acabar amanhã? Você fará o que for preciso se prometerem não acabar com a cerveja no planeta? Deixe seu comentário… a porta está aberta!

1 comentário

  1. Denis Gaia Responder

    Grande Fábio… meu amigo de fé, meu irmão camarada…

    Seu texto é extremamente interessante e sagaz à medida que ele aponta o sucesso do “Segredo”: o efeito placebo e o fato das pessoas com atitudes positivas e racionais – e que, conseqüentemente, levam ao planejamento – terem maior probabilidade de alcançarem seus desejos.

    Concordo plenamente com seus três tópicos. Eles são muito precisos…
    Entretanto, no decorrer da sua análise, o texto se transforma num tratado de sociologia (com o velho estilo kpi).

    Não que eu discorde que a sociedade e seus mecanismos de coerção não tenham influência. Creio, sim, que com o passar dos anos a sociedade torna-se mais “exigente” no que tange à construção de um padrão de vida ideal.

    Apesar de saber que existem formas de domínio político econômico e militar, acredito que o ser humano é dono de sua própria história, ou como diria Sartre “condenado a ser livre”. Numa análise psicológica/filosófica-de-buteco posso dizer que, atualmente, o que mais oprime a cabeça do sujeito comum não é o banqueiro com o milhão, o milico de plantão ou o político de Brasília, mas sim o peso da liberdade existencialista. Em outras palavras, fazer escolhas todos os dias angustia e aflige o ser humano…

    A caça por “receitas” prontas e a busca pela compra do sucesso extraem do ser humano o direito de errar e de pensar. Deixam a impressão de que ter é mais importante do que ser e banalizam a própria vivência do indivíduo. Algumas pessoas são atraídas por esta passividade e, portanto, preferem transferir a decisão e responsabilidade de suas atitudes para um livro de auto-ajuda.

    Para muitos, fazer escolhas ou pensar muito “dói”. Mal sabem eles que o fato de não decidir ou “terceirizar” a escolha é uma opção. Assim como o ato de nascer é uma ação que causa um certo sofrimento, a decisão de optar por algo pode também ser dolorosa. Esta é a verdadeira crise existencialista dos nossos tempos!!!! E viva o Prozac!!!! Felicidade em forma de pílula…

    É por isso que eu digo que errei (e acertei) muito nesta vida e assim pretendo seguir meu caminho errante, longe das rotas “racionais” dos livros de auto-ajuda.

    Bom saber que você ainda tem acessos de fúria!

    Abraços,

    Denis Gaia

    PS: meu pai tentou fazer com que eu assistisse ao filme… Eu juro que tentei, mas dormi depois dos primeiros 20 minutos…

  2. Dhalsin Responder

    Conserta aí o “bom censo”. O pessoal do IBGE nunca admitiria que não faz “bom censo”. 🙂

    Eu ainda acho o Segredo um negócio muito simplista. Primeiro que todo besteirol pretensamente científico não passa de besteirol. Primeiro porque eles se contorcem de maneira absurda para fazer suas teorias não serem comprovadas. E qualquer coisa que não possa ser colocada à prova não é científica, e nem pode ser considerada verdadeira.

    Ainda acho que a paranóia pessimista pode trazer os mesmos resultados, se aplicada corretamente. O negócio é se cercar de segurança: poupando, construindo pontes e muros, não gastando. Ainda não inventaram uma maneira melhor de ficar rico que não gastar dinheiro.

    Abraço, Capi!

  3. Telles Autor do postResponder

    Sr. Denis Gaia, é uma honra receber seu comentário.

    Já faz algum tempo, mas eu ainda lembro dos tempos em que eu dava aula de alfabetização de adultos e os alunos se queixavam de que “pensar faz a cabeça doer”. Você também deve ter visto isso, não? Decidir o tempo todo cansa. Ouvi uma amiga dizer que o maior problema, na opinião dela, de ser solteira e morar sozinha é ter que decidir tudo o tempo todo. Seja como for, somos treinados a não pensar. Isto está bem explícito nas teorias da Sociologia da educação da década de 70. Gosto da noção de currículo oculto, denunciado por Bowles e Gintis, que privilegia a obediência e a repetição em detrimento do debate e da criatividade. Bom tempos em que a gente dava aula, lembra? Pois é… mas veja ainda estamos falando de um fenômeno coletivo.

    Você acertou quando disse que se trata de um texto com forte viés sociológico. Na verdade é um ataque a visão individualista de enxergar o mundo. O mesmo ataque que Durkheim fez sobre a psicologia para fundar a sociologia há mais de 100 anos atrás. Mas veja só… você citou 3 poderes na sua resposta: o econômico, o militar e o político. Veja que o poder político e o militar são exatamente os mesmos. Não existe diferença entre ambos. O poder político pode ser definido como o “legítimo uso da força sobre um determinado território”. No entanto, faltou um poder, o ideológico. E é sobre este poder que você cita e eu também. Quando somos convencidos que os grandes problemas da humanidade estão no indivíduo e não no coletivo.

    O ser humano não é condenado a escolher muito mais do que o número do pedido no McDonalds, o ônibus que vai pegar para ir no trabalho ou qual cor de meias ele deve vestir. Mas veja, o poder é definido como uma força exercida por A em B que faz com que B tome uma decisão que não tomaria normalmente se a força exercida por A não existisse. O poder ideológico é justamente um dos 3 poderes clássicos definidos pela sociologia que faz com que as pessoas sejam fortemente influenciadas nas suas decisões de consumo, nas suas opiniões sobre religião, futebol e claro, sobre política. Então a passividade em detrimento do censo crítico é um fenômeno novamente sociológico. No plano do indivíduo, os publicitários, jornalistas e marketeiros certamente ligam com os fatores psicológicos, mas ainda assim é um fenômeno coletivo, portanto sociológico.

    Um grande abraço!

  4. Walter Cruz Responder

    Acho que faltou uma palavrinha aqui não? ‘Você o que for preciso se prometerem não acabar com a cerveja no planeta?’

    Bom, desde que li seu artigo no reader ontem eu fiquei com vontade de comentar, mas me resguardei.

    O cristianismo (ou mais especificamente a parte ‘evangélica’ dele) no geral abraçou a idéia de que ser rico é sinal de benção divina, ser pobre é sinal de maldição, e que já que Deus é ‘o dono do ouro e da prata’, somos ‘filhos do rei’ com o direito de ‘exigir’ de Deus benção, saúde, riqueza. Mesmo que isso seja apenas por uma motivação egoísta..

    As vezes a resposta simples é dizer que o mal que acontece a alguém é ‘carma’ (http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL580656-7086,00.html) .. Mas muitas vezes, só se sabe o quanto o mal pode ser mal quando ele é sentido na própria pele.

    Sobre o filme em si, não vi porque desde o princípio pensei que nada havia a se ver. E parece que não me enganei 😀

  5. Silas Mendes Responder

    Uma coisa é certa, o mundo atual tenta impregnar em nós que: pessoas felizes tem dinheiro, conforto e etc… é difícil não acreditar nisso porque o tempo todo somos tentados a acreditar nesse bla bla bla. Pra mim “O segredo” é só mais um desses dispositivos; ali ele mostra que pra sua realização pessoal é legal ter dinheiro, uma mansão, um carro do ano… e eu não entendo, conheci tantas pessoas ricas e amargas… aí eu lembro de um velho pescador que conheci, um cara pobre, com uma casa muito simples que não tinha nem papel higiênico, a gente ali de frente pro mar e ele me dizendo: “eu não troco isso por nada…” e eu acreditei nele, dava pra ver que o cara não era um acomodado e etc, ele simplesmente está muito bem onde está e como está. Dúvido que “O segredo” ensine isso a alguém…

    Ah! Muito bacana o site… já ta no Favoritos 🙂

  6. Hugo werle Responder

    Tanto o Livro como o Filme tem seu publico alvo, são produtos bem trabalhados e objetivos bem definidos.Nada de diferente de outra obra criada pelo homem.A liberdade de poder “viajar na maionese” se é um dito Best Seller americano , um Classico europeu ou um Paulo Coelho depende da leitura e interpretação de cada um.Acreditar que a leitura de um livro sirva de inspiração para que seu leitor busque mudar seus horizontes é uma tecnica usada a seculos.
    Criar ferramentas que possibilitem esta troca como é o caso da Internet tem uma amplitude muito maior. Ou vocês sabem aonde fica MORRO REDONDO?Isto sim me permite, dentro das limitações e da sensura cultural, buscar e manifestar opiniões indiferente de onde estou e como estou.Parabens pelos textos.

  7. Sônia - Recife/PE. Responder

    Telles, foi sério essa coisa de que ‘pensar a cabeça doi?’

    Cruz credo, vou pensar menos (hehehe).

    • Telles Autor do postResponder

      Sim, é verdade. Ouvi isso várias vezes. Quem já deu aula em alfabetização de adultos tem noção de como isso é real.

      Às vezes até eu acho que ler alguns artigos muito complexos em inglês exigem um pouco de predisposição física, senão dá uma dor de cabeça…

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