Comprando Software Corporativo (parte 4)

Conclusão

Parte 1 – Comprar pronto, desenvolver internamente ou desenvolver externamente?
Parte 2 – Metodologia para compra de software
Parte 3 – Requisitos para compra de software

Para quem achava que comprar um software pronto é uma opção bem mais simples do que desenvolver a partir do zero, este processo demonstra que isto pode ser verdadeiro, mas não significa que a compra do software não seja um processo complexo e trabalhoso. Algumas vezes é possível que ao final do processo se chegue a conclusão de que não existem soluções tecnicamente viáveis para as suas demandas e decidir por se lançar a desenvolver um novo software.

Ignorar completamente o processo – aqui descrito de forma simplificada – implica numa aposta de alto risco, com consequências possivelmente desastrosas. Os fornecedores possuem uma equipe de vendedores treinada para lhes dar respostas fáceis e lhe convencer de que o processo pode ser realmente simples.

É por isso que eu gostaria aqui de ressaltar a importância de serem considerados os requisitos técnicos na escolha de uma solução de software. As fábricas de software se esforçam muito em oferecer software com uma aparência agradável, repletos de funcionalidades interessantes que nem sempre são úteis na prática. No entanto, alguns gestores tendem a acreditar que isto é suficiente para definir um software que atenda às suas necessidades. Este documento tem por fim, demonstrar de maneira rápida, como avaliar os riscos do fornecedor não cumprir as suas promessas, demorando mais tempo que o previsto para implantar a solução e corrigir problemas, colocar em funcionamento as funcionalidades prometidas e cumprir prazos estabelecidos.

De acordo com a importância e complexidade do software a ser adquirido, pode-se levar em conta um grande número de requisitos para filtrar soluções inadequadas e classifica-las de forma objetiva. Foram listados aqui cerca de 100 possíveis requisitos técnicos de software que podem ser utilizados. É claro que alguns itens podem ser considerados supérfluos e podem-se notar itens importantes que não constam nesta lista. A categorização dos itens aqui proposta também foi realizada de forma a facilitar a escrita e a leitura deste longo documento. Você provavelmente irá querer rearranjar estas categorias em termos técnicos mais precisos.

Você poderá entender que alguns itens ou grupos de itens tem maior importância que outros e atribuir pesos diferentes para eles. Os requisitos técnicos aqui descritos representam apenas uma fração da nota final que deve incorporar também os requisitos funcionais e o preço da solução para compor uma nota final.

Agradecimentos

Gostaria aqui de agradecer alguns colegas cuja valorosa contribuição tornou a criação deste texto possível:

  • Carla Nogueira
  • Franklin Benini
  • Gilberto de Oliveira
  • Jadelson Silva
  • Kazuaki Hirota
  • Marcos Oliveira
  • Maiara Lessa
  • Sheila Pontes
  • Vanessa Paiva

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